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A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 29 de outubro, uma perícia particular sobre o celular apreendido pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2025.
Segundo o laudo, 657 arquivos foram modificados e outros 436 criados depois da apreensão. A defesa afirma que os registros impedem verificar se todo o conteúdo do aparelho está disponível e avaliar a extensão das mudanças. O documento ressalva que os registros, por si só, não identificam quem teria feito as alterações.
Os advogados pediram que a PF forneça os dados originais do telefone para comparação e defenderam a soltura de Vorcaro. A perícia foi contratada pela própria defesa e ainda não equivale a uma análise oficial.
Indiciamento
Na véspera, a PF indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas na Operação Compliance. A investigação trata de operações com carteiras de crédito do Banco Master que, segundo a polícia, eram irregulares e provocaram prejuízo ao Banco Regional de Brasília (BRB). Os investigados foram indiciados por gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Os advogados negam prejuízo ao BRB. A defesa sustenta que a negociação envolvendo carteiras da Tirreno não foi concluída, que os ativos foram substituídos e que a operação teria sido positiva para o banco público.
Fonte: Agência Brasil.



