A torcida organizada BAMOR, principal uniformizada do Esporte Clube Bahia, voltou a pressionar publicamente a diretoria do clube nesta sexta-feira, exigindo a saída imediata do técnico Rogério Ceni. O manifesto, intitulado “Chegou ao Limite”, foi publicado dias após mais uma eliminação que acirrou os ânimos da torcida tricolor.
O Bahia foi eliminado da Copa do Brasil de 2026. Na noite de quarta-feira, 13 de maio, no Mangueirão, em Belém, o Tricolor até saiu na frente, mas levou a virada por 2 a 1 no jogo de volta da quinta fase. Com a derrota, o Esquadrão se despediu do torneio com um placar agregado de 5 a 2 a favor da equipe remista no confronto de ida e volta.
A queda tem peso maior porque o Remo voltou a superar o Bahia em um intervalo curto. Antes da derrota por 2 a 1 no Mangueirão, o time paraense já havia vencido o Tricolor por 3 a 1 no jogo de ida da Copa do Brasil e também por 4 a 1 pelo Campeonato Brasileiro. A eliminação fez o Tricolor perder um montante de aproximadamente R$ 3 milhões em premiação.
A BAMOR, principal torcida organizada do Bahia, publicou nota pedindo pela demissão do treinador. No documento, a uniformizada afirmou que o ciclo de Ceni chegou ao fim e que o que se vê em campo é um time perdido, sem personalidade, sem poder de reação e acumulando vexames. A nota cobra ainda que o elenco caro e acomodado não tem correspondido ao nível de investimento do clube.
As eliminações na Copa do Brasil e na fase preliminar da Libertadores, além da queda vergonhosa na Copa do Nordeste e o desastre na Sul-Americana, foram apontadas pela torcida como provas do fracasso do ciclo atual. A BAMOR também criticou a janela de transferências do primeiro semestre, classificando as contratações como aquém do necessário para competir em alto nível.
Apesar da pressão após resultados negativos, Rogério Ceni segue no comando do Bahia. Internamente, não há confirmação de negociações ou decisões imediatas sobre uma possível demissão. Informações de bastidores indicam que tanto o clube quanto o Grupo City ainda não discutem a saída do treinador neste momento.
O técnico renovou recentemente seu vínculo com o Bahia até dezembro de 2027. O Grupo City mantém técnicos por vários anos em clubes importantes da rede, como Pep Guardiola no Manchester City. O grupo tem um perfil diferente ao de outros clubes do Brasil e não costuma demitir técnicos tão facilmente.
Após a derrota para o Cruzeiro, Rogério Ceni reconheceu a frustração da torcida, afirmou entender os protestos e avaliou a possibilidade de pressão pela permanência no cargo. O treinador admitiu que o elenco atravessa uma queda de rendimento técnico e emocional nesta reta de temporada. “Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave e resgatar o torcedor”, completou.
Com a eliminação para o Remo, o clube baiano só disputará o Brasileirão no restante do ano. O próximo compromisso será diante do Grêmio, neste domingo (17), às 16h, na Arena Fonte Nova. Para a BAMOR, o recado está dado: sem mudança no comando técnico, a pressão seguirá na mesma intensidade.




