Após um período de expansão entre 2023 e 2025, a oferta de leitos de saúde na Bahia apresentou uma redução no início de 2026. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o estado fechou o mês de março com 35.782 leitos, interrompendo a sequência de alta que havia levado o sistema ao pico de 35.910 unidades no ano passado.
A queda foi sentida principalmente em áreas sensíveis como a pediatria, que perdeu mais de 130 leitos em apenas um ano, e a obstetrícia. A psiquiatria também segue uma tendência de baixa preocupante: no âmbito do SUS, o número de vagas para atendimento psiquiátrico caiu de 534 em 2023 para apenas 378 em 2026.
Apesar do recuo geral recente, nem todos os setores perderam espaço. Os leitos destinados a cirurgias e a parte clínica mantiveram um crescimento constante ao longo dos últimos três anos. A cirurgia geral, por exemplo, saltou de 3.946 para 4.299 leitos disponíveis para a população baiana através do sistema público.
As UTIs e outros leitos complementares, que são fundamentais para casos graves, conseguiram se manter estáveis. Após um aumento significativo entre 2024 e 2025, essas unidades permanecem com pouco mais de 4.200 vagas ativas no estado, garantindo o suporte para alta complexidade.
Outras especialidades que apresentaram melhora no atendimento pelo SUS foram a ortopedia e a neurocirurgia. A primeira ganhou 224 novos leitos no período, enquanto a neurocirurgia, embora com um volume total menor, registrou um crescimento proporcional importante para atender a demanda do estado.
Por outro lado, a pneumologia sanitária sofreu um corte drástico. A especialidade, que mantinha uma média de 50 leitos nos anos anteriores, viu sua capacidade despencar para apenas 10 unidades em 2026. O acolhimento noturno também registrou uma leve diminuição no número de vagas disponíveis.




