A Bahia contabilizou 1.118 novos registros de armas de fogo no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) ao longo de 2025. O número coloca o estado na nona posição do ranking nacional de novos armamentos legalizados pela Polícia Federal.
No interior baiano, o destaque negativo para quem defende o desarmamento fica com Juazeiro, na região Norte, que registrou 50 novas armas. Outras cidades como Feira de Santana (80) e Barreiras (61) também aparecem no topo da lista de novos registros fora da capital.
Em Salvador, o movimento foi ainda maior, com 327 notificações. Do total registrado em todo o estado, a maioria das solicitações partiu de servidores públicos por conta de suas funções, somando 627 pedidos, enquanto 491 foram feitos por cidadãos civis para defesa pessoal.
Um dado que chama a atenção é a situação legal do arsenal já existente. Na Bahia, dos mais de 61 mil registros acumulados em seis décadas, cerca de 51% estão com o prazo de validade vencido. Isso significa que mais de 31 mil armas precisam de regularização junto às autoridades.
Para quem deseja adquirir uma arma legalmente, a lei brasileira exige idade mínima de 25 anos, comprovação de ocupação lícita, ausência de antecedentes criminais e testes de aptidão psicológica e técnica.
Vale lembrar que a posse de arma permite apenas manter o objeto dentro de casa ou no local de trabalho. Já o porte, que autoriza o cidadão a circular com o armamento, exige uma autorização específica e mais rigorosa da Polícia Federal.




