O governo do presidente Lula liberou mais de R$ 2,4 bilhões em emendas parlamentares para senadores em um intervalo de menos de um mês. O montante foi empenhado entre o dia da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a data de sua sabatina no Senado.
A estratégia de abrir o cofre aconteceu para tentar garantir a aprovação do atual advogado-geral da União e evitar novos problemas com os parlamentares. Para se ter uma ideia, a liberação de recursos individuais para os senadores cresceu 12 vezes em relação ao mês de março.
Entre os nomes que mais receberam recursos estão Eduardo Braga (MDB-AM), com R$ 71,8 milhões, e o ex-jogador Romário (PL-RJ), que garantiu cerca de R$ 69 milhões. Políticos tradicionais como Jader Barbalho e Renan Calheiros também aparecem no topo da lista de repasses.
A Bahia também marcou presença no ranking de liberações. O senador baiano Angelo Coronel (PSD-BA) ficou na sétima posição entre os mais beneficiados, com aproximadamente R$ 48,5 milhões empenhados pelo governo federal no período.
Apesar de as emendas individuais serem de execução obrigatória por lei, o Palácio do Planalto tem o poder de decidir quando o dinheiro sai. O ritmo acelerado dessas liberações costuma ser usado como moeda de troca em votações importantes no Congresso Nacional.
Os dados foram levantados pelo portal Metrópoles através do sistema Siga Brasil. O movimento reflete o esforço do Executivo em manter a base aliada unida após derrotas recentes sofridas em votações no Senado Federal.




