O senador Renan Calheiros (MDB-AL) veio a público para negar que tenha votado contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A declaração tenta conter a crise após o Senado rejeitar o nome escolhido pelo presidente Lula na última quarta-feira.
Messias não conseguiu os 41 votos necessários para assumir a cadeira no STF, terminando a votação com 34 apoios e 42 votos contrários. O resultado gerou uma onda de especulações sobre quem, dentro da base aliada, teria abandonado o governo no momento da votação secreta.
Renan classificou como mentirosas as notícias de que ele e outros nomes do MDB, como o ministro Renan Filho e o senador Eduardo Braga, teriam votado contra o indicado. O parlamentar afirmou que o grupo trabalhou ativamente pela aprovação de Messias e que a derrota não deve gerar conclusões erradas.
Em tom crítico, o senador alagoano sugeriu que o governo precisa aprender com o episódio. Ele mencionou a existência de um cavalo de Troia na gestão federal, indicando que o problema pode estar em aliados que ocupam cargos, mas não entregam fidelidade no Legislativo.
Nos bastidores de Brasília, a derrota é creditada a uma movimentação de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Alcolumbre teria se distanciado do Palácio do Planalto por preferir o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga na Suprema Corte.
A rejeição de um indicado ao STF é um fato raro e expõe a fragilidade da articulação política do governo no Congresso Nacional. Agora, o presidente Lula precisará indicar um novo nome e reconstruir as pontes com os senadores para evitar um novo vexame.




