O São Paulo não perdeu tempo depois da eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. O clube demitiu o técnico Roger Machado na quarta-feira (13), após a quinta fase da competição. A derrota por 3 a 1 no Alfredo Jaconi foi determinante para a saída do treinador, que vinha pressionado por resultados e desempenho da equipe.
Roger deixou o São Paulo após 17 partidas no comando, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas, somando 49% de aproveitamento. Agora, o clube vai ao mercado em busca de seu terceiro treinador em 2026 — Hernán Crespo começou o ano, mas foi demitido para viabilizar a chegada de Roger Machado.
O São Paulo iniciou oficialmente a busca por um novo treinador e a diretoria tricolor trabalha com pressa para definir o substituto, sem pretender esperar a pausa das competições durante a Copa do Mundo para anunciar o novo comandante. A diretoria reconhece que não pode adiar por muito tempo a definição, já que o novo treinador deve estar no banco do MorumBis na terça-feira, dia 19, na partida contra o Millonarios, pela Copa Sul-Americana.
O plano A da diretoria são-paulina para substituir Roger Machado é Dorival Júnior, porém, o lado financeiro pode pesar. O treinador aparece como favorito de parte da diretoria e de pessoas próximas ao presidente Harry Massis, sendo visto como alguém capaz de recuperar rapidamente a confiança do elenco — ele foi campeão da Copa do Brasil pelo clube em 2023. No entanto, segundo informações da ESPN apuradas pelo portal Futebol Baiano, Dorival tem uma dívida a receber do São Paulo, o que pode complicar a negociação.
Outro nome especulado nos bastidores é o de Rogério Ceni, atualmente no Bahia. Ídolo histórico do São Paulo, o treinador vive momento de pressão após a eliminação para o Remo na Copa do Brasil. O ex-goleiro passou a ser bastante pedido por parte da torcida para assumir o cargo.
Ainda de acordo com a ESPN, o São Paulo acompanha atentamente a situação de Ceni e entende que, caso ele deixe o Bahia, pode se tornar um dos favoritos ao cargo. Para tirá-lo do clube nordestino, o São Paulo precisaria negociar o pagamento de uma multa contratual — algo que o clube tenta evitar. A relação de Rogério com a torcida e seu conhecimento profundo do cotidiano no Morumbi jogam a seu favor, mas a engenharia financeira para viabilizar sua contratação é complexa e depende de uma possível saída sem custos adicionais de rescisão.
Apesar das críticas no Bahia, Rogério foi mantido no cargo pelo clube baiano, o que torna uma eventual negociação ainda mais complicada neste momento. O técnico segue com o time baiano, que passa a disputar somente o Campeonato Brasileiro até o fim da temporada — segundo o perfil “EC Bahia Números”, será o segundo ano do clube com menos jogos nas últimas sete décadas, desde 1957.
Maior ídolo da história do São Paulo como goleiro, Rogério Ceni já foi técnico do clube em duas ocasiões. A primeira foi em 2017, sua primeira experiência como treinador. Em 2021, voltou ao cargo já como treinador consolidado, permanecendo por um ano e meio e disputando 107 jogos, com 50 vitórias, 29 empates e 28 derrotas. As duas passagens, no entanto, não trouxeram títulos pelo Tricolor Paulista.
O diretor executivo Rui Costa tem a missão de apresentar aos candidatos um plano de pagamentos que não comprometa o fluxo de caixa. O São Paulo tenta equilibrar a necessidade de um técnico de elite com a realidade de um cofre que ainda sofre os reflexos das últimas demissões e premiações perdidas em competições de mata-mata. Os próximos dias devem ser decisivos para o futuro do banco de reservas no MorumBis — e, consequentemente, para a permanência de Ceni no comando do Esquadrão de Aço.




