O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que as recentes ações da Operação Compliance Zero tenham sido planejadas para pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi dada nesta sexta-feira (8), durante um evento de formação de novos agentes em Brasília.
Segundo o chefe da PF, a instituição trabalha com foco técnico e legal, sem utilizar operações para forçar investigados a ampliarem acordos de colaboração com a Justiça. A fala ocorre após a deflagração da quinta fase da operação, ocorrida na última quinta-feira (7).
Questionado sobre o acordo de delação de Vorcaro, Rodrigues explicou que o processo é rigoroso e precisa cumprir requisitos específicos para ser validado pela PF ou pelo Ministério Público. Caso as exigências não sejam atendidas, a investigação segue o curso normal sem a homologação judicial.
A nova etapa da investigação mirou o ‘andar de cima’ do crime organizado, cumprindo mandados em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira e resultando na prisão de um primo de Vorcaro. O caso corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça.
O inquérito principal apura crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Andrei Rodrigues destacou que a corporação continuará analisando as provas colhidas para encaminhar as conclusões ao Poder Judiciário.
Além dos detalhes sobre a operação, o diretor comentou que a PF fará uma análise individual sobre a situação de policiais cedidos a outros órgãos estaduais e federais. O objetivo é avaliar a permanência desses servidores em funções externas, como em secretarias de segurança.




