A partir desta sexta-feira (08), as mensagens diretas do Instagram não contam mais com a proteção da criptografia de ponta a ponta. Com a mudança, a Meta passa a ter autorização técnica para acessar o conteúdo de conversas, fotos, vídeos e áudios enviados pelos usuários caso considere necessário.
A decisão marca um recuo na estratégia da empresa, que em 2019 havia prometido blindar todas as suas plataformas. Agora, o Instagram utiliza o mesmo padrão de segurança de serviços como o Gmail, onde a plataforma detém as chaves que abrem os arquivos privados.
Segundo a Meta, a medida foi tomada devido à baixa adesão dos usuários ao recurso opcional de segurança. Além disso, a empresa sofreu forte pressão de órgãos como o FBI e a Interpol, que alegam que o sigilo total dificultava o combate ao abuso infantil e outros crimes digitais.
Para quem faz questão de privacidade absoluta, a recomendação oficial da própria Meta é migrar as conversas para o WhatsApp. O aplicativo de mensagens continuará operando com o sistema que impede a leitura do conteúdo por terceiros, inclusive pela própria empresa.
Especialistas em tecnologia apontam que, além da segurança pública, a mudança favorece o uso de dados para treinar modelos de inteligência artificial. Com o acesso livre às mensagens, as informações podem se tornar valiosas para o aprimoramento de algoritmos e publicidade.
Usuários que possuíam chats criptografados ativos receberão instruções dentro do próprio aplicativo sobre como baixar o histórico de conversas e mídias. O Instagram reforça que a proteção padrão continua existindo, mas sem o bloqueio total que havia anteriormente.




