O diretório nacional do Solidariedade acionou a Justiça Eleitoral para denunciar uma suposta fraude cometida pelo vereador Juliano Cruz, de Jacobina. O partido afirma que o parlamentar apresentou uma carta de anuência falsa, com a assinatura falsificada do presidente nacional da legenda, Paulinho da Força, para tentar justificar sua saída da sigla sem perder o mandato.
Segundo a defesa do partido, o documento apresentado pelo vereador não possui semelhança com a escrita real do dirigente e sequer utiliza o papel timbrado oficial da agremiação. A contestação foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), onde o Solidariedade pede uma perícia técnica para comprovar a farsa.
O vereador, que já se filiou ao União Brasil em abril de 2026, tenta obter a declaração de justa causa para a desfiliação. Ele alega que o partido mudou seu posicionamento político no estado, mas o Solidariedade rebate, afirmando que não houve alteração no programa partidário que autorizasse a mudança de lado.
Além de pedir a anulação do documento, o partido solicitou que o vereador seja condenado por litigância de má-fé. O caso também pode parar na esfera criminal, já que a legenda quer que o Ministério Público Eleitoral investigue o possível crime de uso de documento falso.
A relatora do processo no TRE é a desembargadora Carina Canguçu, que deverá analisar o pedido de perícia grafotécnica. Se a falsificação for confirmada, o parlamentar poderá enfrentar sérias complicações jurídicas e o risco real de perder a cadeira na Câmara Municipal por infidelidade partidária.




