A Bahia alcançou uma marca histórica no mercado de trabalho ao encerrar o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada desde que o IBGE iniciou a contagem atual, em 2012. O índice de desocupação caiu para 8,7%, consolidando o quarto ano seguido de queda no estado.
Os dados, divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que o número de pessoas trabalhando chegou a 6,5 milhões, o maior contingente da história baiana. Esse crescimento superou as médias registradas no restante do país e da região Nordeste.
Além de mais gente trabalhando, o número de desempregados recuou para 621 mil pessoas. Outro dado positivo foi a redução do chamado “desalento”, que são aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego; esse grupo atingiu o menor nível em dez anos.
O bolso do trabalhador também sentiu uma melhora, com o rendimento médio chegando a R$ 2.284, o valor mais alto desde 2020. A massa salarial total circulando na economia baiana atingiu o recorde de R$ 14,5 bilhões.
Segundo o governo estadual, o resultado é fruto de investimentos em infraestrutura, atração de novas empresas e programas de qualificação profissional. A modernização da rede SineBahia e o crédito para pequenos empreendedores foram apontados como pilares para esse avanço.
Apesar do otimismo com os recordes, a informalidade ainda preocupa e atinge 52,8% dos trabalhadores. Para 2026, a previsão é de que o ritmo de crescimento seja um pouco mais lento, mas com a manutenção da oferta de vagas e da renda da população.




