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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu em audiência pública no Supremo Tribunal Federal a manutenção da medida provisória que proibiu sites de apostas esportivas on-line. A discussão foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator de ações que contestam a regra.
Padilha afirmou que a expansão das apostas aumenta a pressão sobre o Sistema Único de Saúde, especialmente em casos de dependência em jogos e endividamento. Dados apresentados por ele apontaram alta de 200% na procura por atendimento no SUS relacionada a problemas atribuídos às bets.
Segundo os números citados na audiência, 28 milhões de pessoas fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição, e cerca de 11 milhões apresentaram comportamento de risco ou problemático. O governo também contabilizou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão para bloquear CPFs nas plataformas.
As entidades que acionaram o STF pedem a derrubada da medida provisória, editada em setembro. Padilha sustenta que manter a proibição é necessário para reduzir danos à saúde e às famílias; suas afirmações sobre os efeitos das apostas foram apresentadas como posição do ministro.



