O prefeito de Salvador, Bruno Reis, esclareceu nesta quinta-feira (14) como funciona o acordo entre a Prefeitura e o Esporte Clube Vitória para a cessão do Parque Social Ambiental de Canabrava. Segundo ele, o clube não pagará pela área, mas terá uma obrigação concreta: administrar o espaço após a entrega das obras.
“Quem está na gestão pública sabe que, muitas vezes, a parte mais complexa não é executar a obra, mas garantir a manutenção, o custeio e a gestão do equipamento. A contrapartida do clube será justamente assumir essa gestão”, afirmou Reis, segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias.
A declaração foi feita um dia depois de Bruno Reis receber a diretoria do Vitória no Palácio Thomé de Souza para tratar do projeto da Arena Barradão. O encontro ocorreu na quarta-feira (13), quando o clube apresentou à Prefeitura a documentação necessária para a obtenção de alvarás e licenças da nova arena, no dia em que o Vitória completou 127 anos.
Ao falar sobre o parque, o prefeito deixou claro que o projeto está em estágio avançado. Segundo ele, o estacionamento do Parque Socioambiental de Canabrava já foi construído e a Prefeitura está em fase final de conclusão do projeto para implantação de todo o espaço.
Bruno Reis comparou a iniciativa a outras parcerias que a Prefeitura já mantém com o Bahia, como o programa Bora Bahia Meu Bairro, em que a gestão municipal constrói campos e o clube fica responsável pelas escolinhas de formação de atletas. No caso do Vitória, a lógica é similar: a Prefeitura investe na infraestrutura e o clube assume o dia a dia do equipamento.
O parque também terá um espaço reservado para a Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI). A estrutura será implantada no entorno do estádio Manoel Barradas, em Canabrava, e integra o conjunto de intervenções previstas para a região. O prefeito citou o presidente da TUI, Gabriel Oliveira, e afirmou que a proposta incorporou sugestões apresentadas pela própria torcida organizada.
Sobre a Arena Barradão em si, o projeto prevê uma transformação de grande escala no entorno do Barradão. O complexo multiuso terá capacidade para mais de 40 mil torcedores em jogos e até 60 mil pessoas em eventos, com investimento estimado em R$ 460 milhões. De acordo com o consórcio responsável, a arena deve gerar 10 mil empregos diretos e indiretos durante as obras e cerca de 4 mil postos de trabalho na operação.
A expectativa do consórcio é atrair até 500 mil pessoas por ano para Salvador com eventos esportivos, corporativos e culturais, com previsão de movimentação financeira estimada em R$ 1 bilhão.
O presidente do Vitória, Fábio Mota, disse que as obras vão começar pelo fechamento do anel do estádio. Essa etapa permitirá ao clube continuar jogando no local por aproximadamente um ano depois de iniciadas as intervenções. Antes disso, o clube ainda aguarda análise dos processos de licença ambiental, impacto de vizinhança e aprovação arquitetônica pela Prefeitura.




