Nesta quinta-feira (14), três pessoas acusadas pelo assassinato da menina Ana Clara Firmino da Silva, de 12 anos, serão levadas a julgamento pelo Tribunal do Júri em Maravilha, no Sertão de Alagoas. O caso, que chocou a região em janeiro de 2025, terá o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) pedindo condenação por feminicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificado contra um adolescente que também foi atacado na mesma noite.
O crime ocorreu na madrugada do dia 3 de janeiro de 2025, durante as festividades da padroeira da cidade. Ana Clara e um amigo conversavam na Travessa Sagrada Família, no Centro de Maravilha, quando um veículo Ônix prata se aproximou. Os ocupantes desceram e atacaram os dois jovens com golpes de faca. O amigo, de 14 anos, conseguiu fugir e foi socorrido, mas Ana Clara foi mortalmente esfaqueada pelas costas. A faca foi deixada cravada em seu corpo.
As investigações apontaram que o crime foi motivado por rejeição: o principal acusado nutria interesse pela menina e teria ficado revoltado ao vê-la conversando com outro rapaz. Havia relatos de que o suspeito tinha o hábito de vigiar e perseguir Ana Clara em festas e locais públicos. Após o assassinato, os três envolvidos retornaram às suas casas como se nada tivesse acontecido.
Além do autor dos golpes, serão julgados um homem de 23 anos e uma mulher de 26 anos, acusados de participação no crime. Em maio de 2025, o Instituto de Criminalística de Arapiraca realizou uma reconstituição do assassinato para esclarecer contradições entre os depoimentos dos réus.
O promotor José Antônio Malta Marques, responsável pelo caso, afirmou que o MP/AL vai sustentar todas as qualificadoras durante o julgamento. Nas palavras do promotor: “Eles ceifaram a vida de uma menina que sequer teve o privilégio de vivenciar a adolescência, por um motivo fútil. É preciso acabar com essa cultura de posse.”
Ana Clara era filha do radialista Ailton Silva e tinha apenas 12 anos quando foi assassinada.




