quarta-feira, 13, maio, 2026
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‘Cristão e defensor da família’: presidente da Câmara de cidade baiana é afastado por suspeita de ligação com facção

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O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, no extremo sul da Bahia, foi afastado do cargo por decisão judicial na última terça-feira (12). Paulo Silva de Oliveira, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), de 39 anos, também teve o mandato suspenso pelo prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação.

A decisão é desdobramento da Operação Vento Norte, deflagrada em 8 de abril pela Polícia Civil da Bahia, em parceria com o Ministério Público estadual e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Na ocasião, Chiclete foi preso e autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo — uma pistola calibre .380, marca Glock, com numeração raspada, encontrada dentro de um cesto de roupas na residência do vereador.

Segundo as investigações, o parlamentar é apontado como integrante de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, com atuação no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em municípios do extremo sul baiano e em outros estados. A operação cumpriu 12 mandados de prisão e 8 de busca e apreensão em Guaratinga, Eunápolis e Itagimirim, além de ter desdobramentos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Cerca de 70 policiais participaram da ação.

A organização investigada teria utilizado fintechs para movimentar mais de R$ 20 milhões em recursos de origem ilícita. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões em 26 contas bancárias ligadas aos envolvidos.

Segundo a decisão judicial, o afastamento de Chiclete da presidência da Câmara se deu por indícios de que ele usava a função pública para favorecer o grupo criminoso — com suposto repasse de informações privilegiadas, apoio logístico e uso de influência política.

Eleito com 1.018 votos nas eleições de 2024, Chiclete foi o segundo vereador mais votado de Guaratinga e assumiu a presidência da Casa em janeiro de 2025, com placar de 7 votos a favor e 4 contra. Nas redes sociais, se apresentava como cristão, defensor da família e promotor de causas sociais.

A defesa do parlamentar afirma que ele é inocente e está à disposição da Justiça. Os advogados também alegam que a operação coincidiu com a chegada de uma precatória de mais de R$ 26 milhões ao município, num contexto político sensível.

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