O Governo Federal lançou nesta terça-feira (12) uma ofensiva pesada contra as facções criminosas e milícias. O plano, batizado de “Brasil contra o Crime Organizado”, foca em cortar o dinheiro dos bandidos e reforçar a segurança em áreas críticas para tentar devolver a paz aos cidadãos.
Ao todo, o investimento chega a R$ 1,06 bilhão direto do Orçamento da União, mas o montante pode subir com mais R$ 10 bilhões que o BNDES vai liberar em empréstimos para os estados que aceitarem participar da iniciativa. O objetivo é que as polícias trabalhem juntas contra um inimigo comum.
O ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, explicou que o plano se baseia em quatro pilares principais: travar a circulação de dinheiro ilícito, reforçar o controle nos presídios, aumentar a solução de homicídios e combater o tráfico de armas.
Para o ministro, não adianta atacar apenas uma ponta do problema. A estratégia agora é tirar o lucro das organizações e impedir que líderes continuem mandando ordens de dentro das cadeias. Segundo ele, o crime só perde força quando o Estado ataca sua estrutura financeira e seu poder armado.
O presidente Lula assinou um decreto e quatro portarias que colocam as medidas em prática imediatamente. O governo espera que, com esse reforço financeiro, os estados consigam equipar melhor suas forças de segurança e melhorar as investigações de crimes violentos.
Wellington César fez um apelo para que governadores e agentes de segurança de todo o país abracem o projeto. Ele reforçou que a luta contra o crime não deve ser apenas do governo federal, mas de todos os brasileiros que sofrem com a insegurança no dia a dia.




