Fazer a feira continua sendo um desafio para o trabalhador. Dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (12) mostram que, embora a inflação oficial tenha desacelerado para 0,67% em abril, o grupo de alimentos e bebidas segue puxando os índices para cima com uma alta de 1,34%.
O grande vilão do mês foi o leite longa vida, que disparou 13,66% devido ao período de seca, que encarece a produção. Outros itens essenciais que não deram trégua foram a cenoura, com alta impressionante de 26,63%, a cebola e o tomate.
O churrasco também ficou mais caro, com as carnes subindo 1,59%. Segundo os especialistas, a tendência é que o preço da carne bovina continue em alta durante o ano, já que há menos animais disponíveis para o abate no mercado nacional.
Além da comida, o cidadão sentiu o peso nos remédios e na higiene pessoal. Após o reajuste autorizado pelo governo, os produtos farmacêuticos subiram 1,77%. Perfumes e itens de cuidado pessoal também registraram aumento no período.
As contas de casa também sofreram impacto. O botijão de gás subiu 3,74% e a energia elétrica teve reajuste em diversas capitais do Nordeste, incluindo Salvador, Recife e Aracaju, o que reflete diretamente no orçamento familiar.
Nos transportes, a gasolina subiu 1,86% e o óleo diesel 4,46%. Esse aumento nos combustíveis acaba gerando um efeito cascata, pois encarece o frete e, consequentemente, o preço final dos produtos que chegam às prateleiras dos supermercados.




