O cantor Ed Motta compareceu à delegacia na manhã desta terça-feira (12) para prestar depoimento sobre uma confusão em um restaurante no Rio de Janeiro. O artista é investigado pelo crime de injúria por preconceito após, supostamente, proferir ofensas xenofóbicas contra um funcionário do estabelecimento.
De acordo com as investigações, o tumulto começou por causa da cobrança de uma taxa de rolha. O músico teria ficado irritado ao ser cobrado pelo serviço, que geralmente não pagava quando estava sozinho com a esposa. Naquela noite, ele estava acompanhado por mais seis pessoas.
Relatos de funcionários indicam que Ed Motta teria usado termos pejorativos como “paraíba” para se referir a um barman do local. Testemunhas afirmam que o cantor disse frases como “vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas” e chegou a arremessar uma cadeira, que não atingiu ninguém.
Além da conduta do cantor, a polícia apura agressões físicas envolvendo acompanhantes do artista e clientes de uma mesa vizinha. Um dos amigos de Ed Motta é investigado por lesão corporal após supostamente desferir um soco e jogar uma garrafa que quebrou um relógio na parede.
A Polícia Civil dividiu o caso em duas frentes: uma foca na injúria por preconceito cometida pelo cantor e a outra na violência física praticada pelos acompanhantes, onde Ed Motta figura apenas como testemunha.
A defesa do artista nega qualquer agressão física e afirma que ele apenas saiu indignado com o atendimento recebido. O crime de injúria por preconceito pode render uma pena de um a três anos de reclusão.




