As exportações da Bahia fecharam o mês de abril de 2026 com um recuo de 13,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, o estado faturou US$ 855,1 milhões, um resultado puxado principalmente pela queda drástica no volume de mercadorias enviadas ao exterior.
O setor de petróleo e derivados foi o grande vilão do mês, registrando uma queda de 89,4%. Esse número negativo aconteceu por causa de uma parada programada para manutenção na refinaria da Acelen, que pausou a produção de óleo diesel para ampliar sua capacidade futura.
Outros setores importantes também registraram perdas. A exportação de minerais caiu 86,8%, sem embarques de minério de ferro e níquel. Já o café recuou quase 60% devido ao período de safra, enquanto a celulose teve queda de 17,6% impactada pela valorização da moeda brasileira.
Por outro lado, o preço médio dos produtos baianos subiu 17,3% no mercado internacional, impulsionado por conflitos no Oriente Médio. O ouro se destacou como um porto seguro para investidores, mantendo sua valorização em meio às incertezas globais.
No campo, a agropecuária conseguiu respirar aliviada com um crescimento de 9,2%. O bom desempenho foi garantido pela safra da soja, que continua sendo um dos principais motores da economia do estado mesmo em meses de retração geral.
Enquanto as vendas caíram, as compras de produtos vindos de fora subiram 17,1%. O destaque curioso foi a invasão de carros elétricos chineses, que chegaram em massa antes da mudança nas regras de impostos prevista para julho.
Com esses números, a balança comercial da Bahia fechou o mês no vermelho, apresentando um déficit de US$ 60,6 milhões. A expectativa agora gira em torno do dólar, que pode baixar para a casa dos R$ 4,80, facilitando ainda mais a entrada de produtos importados no estado.




