O meia Rodrigo Nestor não escondeu o peso do momento. Logo após a eliminação do Bahia diante do Remo, pela quinta fase da Copa do Brasil, o camisa 11 do Tricolor expôs o drama vivido pelos jogadores fora dos gramados. Em entrevista ao SporTV, ele revelou que o grupo enfrenta dificuldades até para circular pelas ruas de Salvador.
O meio-campista desabafou após a derrota desta quarta-feira (13) e descreveu o vexame do Tricolor como um “prejuízo gigante”, admitindo ainda que a queda na Copa do Brasil foi ainda mais pesada do que a eliminação diante do O’Higgins, do Chile, na segunda fase preliminar da Libertadores.
Para Nestor, a eliminação para o Remo representa um golpe ainda mais duro do que a saída da Libertadores em fevereiro. O jogador entende que cabe ao próprio elenco assumir a responsabilidade pelo momento vivido pelo clube.
O Bahia acumulou mais uma queda precoce em 2026. No Estádio Mangueirão, em Belém, o time de Rogério Ceni perdeu por 2 a 1 de virada para o Remo, resultado que selou a eliminação na quinta fase da competição. O placar agregado ficou em 5 a 2 para o clube paraense.
No segundo tempo, o Bahia chegou a balançar as redes em três oportunidades, mas todos os gols foram anulados. O primeiro, de Everaldo, foi cancelado pelo VAR. O segundo, marcado pelo próprio Nestor, foi invalidado por falta. O terceiro, de Erick, foi disallowed por impedimento. No fim, o Remo ainda carimbou a classificação com um gol em contra-ataque, aproveitando os espaços deixados pelo Bahia em busca do empate.
A sequência negativa ampliou a insatisfação da torcida tricolor, que vem pedindo a saída de Rogério Ceni. Nos jogos em Salvador, os protestos têm sido frequentes, com vaias direcionadas tanto ao treinador quanto aos jogadores.
Além do impacto esportivo, a eliminação trouxe prejuízo financeiro considerável. Com a queda, o Bahia encerra sua participação com apenas R$ 2 milhões em premiação, referentes à quinta fase. Se tivesse avançado, embolsaria mais R$ 3 milhões nas oitavas.
No acumulado da temporada, o clube arrecadou R$ 4,6 milhões em Copa do Brasil e Libertadores, contra quase R$ 40 milhões na temporada passada. A campanha de 2026 passa a representar o pior desempenho do Bahia na Copa do Brasil desde o início da década. Desde 2021, o time vinha alcançando ao menos as oitavas de final.
Sem Libertadores e sem Sul-Americana, o Bahia terá foco apenas nas competições nacionais. Rogério Ceni reconheceu que a pressão tende a aumentar e classificou o momento como “talvez o mais difícil psicologicamente” desde sua chegada ao clube.
O Bahia agora tenta reorganizar o ambiente interno com 100% do foco no Campeonato Brasileiro, única competição restante no calendário tricolor até o fim da temporada. O próximo compromisso será diante do Grêmio, na Arena Fonte Nova, neste domingo, às 16h, em duelo válido pela 16ª rodada da Série A.



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