Empresários de diversos setores da economia baiana se reuniram com o deputado federal Léo Prates, relator da proposta que prevê o fim da escala 6×1, para alertar sobre os riscos da medida. Segundo representantes do comércio e da indústria, a mudança pode encarecer produtos e serviços em até 13% para o consumidor final.
O encontro aconteceu na sede da Associação Comercial da Bahia e contou com líderes de áreas como varejo, construção civil e alimentação. O grupo defende que a escala atual seja mantida, alegando que uma redução brusca na jornada de trabalho traria um aumento de custos que os pequenos negócios não conseguem suportar.
Para a presidente da Associação Comercial, Isabela Suarez, o debate está sendo tratado de forma política e carece de análise técnica. Ela destacou que micro e pequenos empresários podem enfrentar um aumento de 20% em suas despesas fixas caso a proposta avance sem mecanismos de compensação.
Entre as sugestões apresentadas ao deputado estão a necessidade de uma transição gradual e a desoneração da folha de pagamento. Os empresários também pedem que as negociações coletivas entre patrões e empregados sejam preservadas, respeitando as diferenças de cada setor econômico.
O setor de bares e restaurantes também demonstrou preocupação com o bolso do trabalhador. De acordo com a Abrasel-BA, os cardápios podem subir até 8%, o que reduziria o poder de compra da população e poderia afetar a oferta de serviços em bairros periféricos.
O deputado Léo Prates afirmou que o objetivo das reuniões é ouvir todos os lados antes de fechar seu parecer na Câmara Federal. Ele ressaltou que busca um caminho de equilíbrio para que a decisão não prejudique o futuro das relações de trabalho nem a economia do país.




