Empresários e representantes da indústria e do comércio da Bahia se reuniram nesta segunda-feira (11) para manifestar preocupação com a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O encontro ocorreu na Associação Comercial da Bahia e contou com a presença do deputado federal Léo Prates, relator do projeto na Câmara.
O setor produtivo defende a manutenção da escala atual e alerta que uma mudança brusca, sem análise técnica, pode pesar no bolso do consumidor. Segundo as lideranças, alguns produtos e serviços podem sofrer um aumento de até 13% nos preços caso a jornada seja reduzida sem mecanismos de compensação.
Entre os pontos defendidos pelos empresários estão a necessidade de uma transição gradual e a desoneração da folha de pagamento. Eles argumentam que micro e pequenos negócios não teriam fôlego para absorver um aumento imediato de 20% nos custos operacionais, o que poderia resultar em cortes de pessoal.
A presidente da Associação Comercial, Isabela Suarez, criticou o tom político que o tema ganhou. Para ela, a discussão precisa ser técnica para evitar que o custo de vida suba e prejudique o poder de compra da população, especialmente nas áreas mais pobres.
O setor de alimentação também demonstrou receio. Segundo a Abrasel-BA, bares e restaurantes poderiam aumentar os cardápios em até 8%, além de reduzir o atendimento em bairros periféricos onde a circulação de renda é menor.
O deputado Léo Prates afirmou que o objetivo das reuniões é ouvir todos os lados antes de fechar seu parecer. O parlamentar destacou que busca um caminho de equilíbrio que não prejudique o futuro das relações de trabalho nem a economia do país.




