quinta-feira, 7, maio, 2026
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Patroa que torturou empregada doméstica grávida é presa no Piauí

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A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos grávida de cinco meses, foi presa nesta quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí. A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça do Maranhão no âmbito do inquérito policial nº 066/2026, aberto na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, em São Luís.

A detenção ocorreu depois que equipes da Polícia Civil do Maranhão foram ao endereço da investigada para intimá-la a prestar depoimento e não a encontraram. Diante da dificuldade em localizá-la no estado, a polícia solicitou a prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça.

Segundo o relato da vítima, identificada como Samara Regina Dutra Soares, as agressões ocorreram em 17 de abril, na residência onde ela trabalhava em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A jovem foi acusada de ter furtado uma joia da casa. Ela relatou ter sofrido socos, murros, puxões de cabelo e ameaças, inclusive com uma arma de fogo que foi colocada em sua boca por um homem que teria participado das agressões ao lado da patroa. Samara, que tentou proteger a barriga durante os ataques, conseguiu fugir e pediu socorro a uma vizinha. A joia foi encontrada depois, dentro de um cesto de roupas sujas.

O que agravou ainda mais a repercussão do caso foram áudios enviados pela própria Carolina a um grupo de amigas no WhatsApp. Nas gravações, ela narra as agressões com detalhes e chega a dizer: “Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada.” Os arquivos foram anexados ao inquérito policial. O delegado responsável pelo caso classificou os crimes como tortura e lesão corporal gravíssima com risco de aborto.

O histórico judicial de Carolina Sthela é extenso. Ela já havia sido condenada em outubro de 2025 pelo crime de calúnia, após acusar falsamente uma ex-babá de roubar uma pulseira de ouro do filho. A pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade, por ser ré primária. Ela também foi condenada por furto qualificado contra a própria irmã, em caso envolvendo desvio de mensalidades de uma escola de natação. No total, a empresária responde a mais de dez processos na Justiça.

Antes da prisão, a defesa de Carolina divulgou nota afirmando que ela colaborava com as investigações, repudiava qualquer forma de violência e pedia que não houvesse “julgamento antecipado” antes da conclusão das apurações. A OAB-MA havia solicitado formalmente a prisão preventiva da investigada, classificando o caso como tortura agravada.

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