O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado a segurar a próxima indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação de aliados próximos surge logo após o Senado Federal rejeitar o nome de Jorge Messias, gerando um clima de tensão no Palácio do Planalto.
Nos bastidores, o clima é de revolta. Lula não escondeu a irritação com o resultado e chegou a usar palavras de baixo calão para se referir aos responsáveis pela articulação que barrou seu indicado. O presidente acredita que a derrota não foi apenas um movimento isolado do comando do Senado.
Para o petista, houve uma omissão de diversos atores políticos que assistiram ao desfecho sem reagir. O descontentamento de Lula atinge inclusive nomes do seu próprio governo, que teriam tido uma atuação considerada fraca na defesa do nome de Messias perante os parlamentares.
Um dos alvos das críticas internas é o ministro da Justiça, Wellington César. Ele é questionado por ter mantido uma postura discreta demais durante o processo, não conseguindo reverter os votos necessários para garantir a aprovação do aliado de Lula.
Agora, a estratégia sugerida ao presidente é esperar a poeira baixar. A ideia é aguardar que o cenário político se acalme antes de enviar um novo nome para a sabatina dos senadores, evitando assim um novo desgaste ou uma segunda derrota consecutiva.




