O clima esquentou nos bastidores do Vitória. Em julgamento realizado nesta quinta-feira (30), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu aplicar uma punição pesada ao presidente do clube, Fábio Mota, que foi suspenso por 30 jogos.
A decisão é um reflexo das fortes críticas feitas pela cúpula do Leão após a derrota para o Athletico-PR. Na ocasião, a diretoria e os jogadores não pouparam palavras para reclamar da arbitragem, o que acabou gerando a denúncia no tribunal desportivo.
Além do presidente, o atacante Erick também não escapou da punição e pegou dois jogos de suspensão. O jogador chegou a admitir que foi infeliz ao dizer que o time foi roubado, alegando que falou de cabeça quente logo após o apito final.
Por outro lado, o técnico Jair Ventura teve melhor sorte e foi absolvido. O treinador explicou aos auditores que o termo acabar em pizza, usado por ele, era apenas um jargão para cobrar providências sobre os erros admitidos pela própria comissão de arbitragem.
Com as penas impostas, Fábio Mota e Erick ficam de fora da partida contra o Coritiba, marcada para este sábado (2). O Vitória agora corre contra o tempo para tentar um efeito suspensivo e garantir a presença da dupla no estádio.
Os réus foram enquadrados no artigo que pune o desrespeito aos árbitros. O presidente Fábio Mota se defendeu dizendo que apenas cobrou critérios claros, mas os argumentos não foram suficientes para evitar o gancho de 30 partidas.




