O Ministério Público da Bahia enviou uma recomendação urgente à Prefeitura de Salvador para que tome providências imediatas em uma encosta de alto risco na Rua Alagoinhas, no Rio Vermelho. A área, que fica no loteamento Parque Cruz Aguiar, apresenta perigo real de deslizamento, ameaçando casas na parte de cima e comércios na base do terreno.
A situação é crítica: a Defesa Civil (Codesal) classificou o local como de risco alto. O paredão tem cerca de 200 metros de extensão e 18 metros de altura, com uma inclinação muito forte. Além disso, faltam sistemas de drenagem e existem árvores inadequadas que ajudam a desestabilizar a terra.
Moradores da região denunciaram que as únicas medidas tomadas até agora foram paliativas, como o uso de lonas plásticas que já estão rasgadas e desgastadas. O MP-BA constatou que existem rachaduras em muros e indícios de danos estruturais em vários imóveis vizinhos.
Apesar de o município ter contratado uma empresa para o projeto de contenção ainda em 2022, as obras nunca saíram do papel. Recentemente, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) admitiu ao Ministério Público que não existe sequer uma previsão para o início dos trabalhos no local.
Diante do impasse, a promotora Luiza Gomes Amoedo estabeleceu prazos rígidos. Em até 15 dias, a prefeitura deve garantir a cobertura total da encosta com lonas novas e instalar calhas para desviar a água da chuva. Em 30 dias, deve ser feita a fiscalização das redes de esgoto e drenagem das casas próximas.
O relatório técnico aponta que três residências e cinco pontos comerciais estão em situação de vulnerabilidade extrema. O solo da região, somado ao peso das construções e das caixas d’água, torna o trecho uma ameaça constante, especialmente durante o período de chuvas na capital baiana.




