A Meta, empresa que comanda o Facebook, Instagram e WhatsApp, fechou um acordo bilionário com a Amazon Web Services para utilizar os chips Graviton em sua infraestrutura. O contrato de três anos prevê o uso de dezenas de milhões de núcleos de processamento para sustentar as novas ferramentas de inteligência artificial da companhia.
A escolha pelos chips da Amazon foca na economia e eficiência. Esses processadores consomem até 60% menos energia do que as opções tradicionais e oferecem um desempenho superior pelo preço pago, o que ajuda a manter os serviços funcionando para bilhões de usuários diariamente.
Embora as placas de vídeo potentes sejam usadas para criar a inteligência artificial, são as CPUs, como o chip Graviton, que mantêm os sistemas rodando depois de prontos. Com essa mudança, Mark Zuckerberg busca diversificar as fontes de tecnologia para não depender de apenas um fornecedor.
O investimento pesado em máquinas acontece em um momento de cortes na empresa. Na última semana, a Meta anunciou a demissão de cerca de 8 mil funcionários, o que representa 10% do seu quadro total, para equilibrar as contas diante dos gastos bilionários com expansão tecnológica.
Atualmente, a Meta opera 32 centros de dados ao redor do mundo para atender aos 3,6 bilhões de pessoas que acessam seus aplicativos todos os dias. Com o novo acordo, a empresa entra para o seleto grupo dos maiores clientes da Amazon, ao lado de gigantes como Apple e Adobe.




