A briga de gigantes entre Elon Musk e Sam Altman, o nome por trás da OpenAI, ganha um novo capítulo decisivo nesta segunda-feira (27). A seleção do júri na Califórnia marca o início de um julgamento que pode forçar mudanças drásticas na empresa que criou o ChatGPT e impactar diretamente a Microsoft.
Musk, o dono da rede social X e da Tesla, exige uma indenização de 134 bilhões de dólares. Ele acusa a diretoria da OpenAI de trair o acordo original de manter o laboratório de tecnologia como uma organização sem fins lucrativos, voltada exclusivamente para o bem da humanidade e não para o lucro.
O bilionário afirma que foi enganado ao investir na fundação da empresa em 2015. Segundo seus advogados, a transformação da OpenAI em um negócio bilionário, impulsionado por parcerias comerciais, é uma quebra de confiança. Já a OpenAI se defende dizendo que o processo é uma campanha de assédio movida por inveja comercial.
O caso será julgado pela juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers, que terá o auxílio de nove jurados. Musk quer que os lucros considerados indevidos sejam devolvidos e pede a expulsão de Sam Altman da diretoria da empresa. O julgamento deve durar até maio e promete expor segredos dos bastidores do Vale do Silício.
Entre as acusações que restaram para análise do tribunal estão fraude e enriquecimento ilícito. Se a OpenAI perder a disputa, sua estrutura comercial pode ser cancelada. Por outro lado, se a juíza entender que Musk demorou demais para entrar na justiça, o caso pode ser encerrado rapidamente a favor da desenvolvedora de IA.




