A contaminação química por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, levou autoridades e moradores a uma discussão urgente na Câmara Municipal nesta quinta-feira (23). O foco principal é a sobrevivência de quem depende do mar, já que a área segue interditada.
Durante a audiência pública, pescadores e comerciantes locais relataram o drama socioeconômico que enfrentam desde fevereiro. Com a morte de animais marinhos e o risco à saúde humana, a economia da região travou, gerando um pedido imediato por auxílio financeiro para as famílias afetadas.
Uma das maiores críticas dos moradores é a falta de informação no local. Segundo relatos apresentados no debate, existe apenas uma placa do Inema alertando sobre o perigo em toda a faixa de areia, o que coloca banhistas e trabalhadores desavisados em risco constante diante dos produtos químicos.
Para tentar agilizar uma solução, a bancada de oposição na Câmara estuda enviar um Projeto de Indicação à Prefeitura de Salvador. A ideia é que seja decretada situação de emergência na região, o que facilitaria a chegada de verbas federais para indenizar os prejudicados pela poluição.
O encontro contou com a presença de representantes de secretarias estaduais, associações de moradores e do Conselho Pastoral dos Pescadores. Pesquisadores também reforçaram os perigos da exposição prolongada aos metais encontrados na água e na areia da localidade.
Já se passaram mais de dois meses desde que os primeiros registros de contaminação surgiram em São Tomé de Paripe. Até o momento, a comunidade aguarda respostas definitivas sobre a limpeza da área e o suporte financeiro necessário para atravessar a crise ambiental.




