O governo de Mato Grosso decidiu não renovar os contratos de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e motoristas. A medida faz parte de uma proposta da Secretaria Estadual de Saúde que prevê a transferência de parte dos atendimentos para o Corpo de Bombeiros, gerando reações no meio político e entre representantes da categoria.
A decisão ocorre durante a gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o comando do estado em 31 de março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), presidido por Carlos Mesquita, a mudança já tem reflexos no funcionamento do serviço. De acordo com a entidade, apenas cinco das 12 bases do SAMU estariam operando atualmente em Cuiabá e Várzea Grande, enquanto ambulâncias e motolâncias permanecem paradas por falta de equipes.
O deputado estadual Dr. João (MDB), membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), solicitou uma reunião com o governador e convocou o secretário estadual de Saúde para prestar esclarecimentos. O parlamentar criticou a proposta de substituição, ressaltando a especialização do SAMU no atendimento de urgência e emergência e apontando possíveis riscos decorrentes de alterações no modelo atual.
Em resposta às críticas, o governo estadual afirmou que não há previsão de encerramento do serviço. A Secretaria Estadual de Saúde informou que o SAMU continuará sendo um dos principais pilares do atendimento de urgência e emergência no estado. A pasta destacou ainda que, desde junho de 2025, há atuação integrada entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, com centralização das chamadas pelos números 192 e 193. Segundo o governo, a medida resultou em redução de 36% no tempo de resposta e aumento de 30% no número de atendimentos.
A Secretaria também informou que 20 bases do SAMU localizadas no interior do estado são administradas pelos municípios e seguem em funcionamento regular.
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