quarta-feira, 29, abril, 2026
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Vigilantes de segurança são presos por tortura, assassinato e ocultação de corpo de homem em situação de rua no ES

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Dois vigilantes de uma empresa de segurança privada foram detidos, suspeitos de sequestrar, torturar e matar um homem em situação de rua, além de esconder seu corpo, em Vitória, na Praia do Suá. Outros seis funcionários da mesma empresa também foram identificados como participantes do crime, mas ainda não foram presos.

O crime ocorreu na madrugada do dia 17 de março, e as prisões só aconteceram cerca de um mês depois, durante as investigações da Operação “Invisíveis”, iniciada em 21 de abril.

Sequestro, Tortura e Homicídio

De acordo com a Polícia Civil, a vítima, Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, foi sequestrada por um grupo de pelo menos oito homens. Ela foi brutalmente espancada por horas e depois levada até uma área de eucalipto na Serra, onde foi assassinada e enterrada.

Seis suspeitos adicionais estão aguardando decisão judicial sobre medidas cautelares e foram afastados de suas funções, sem detenção. Segundo o delegado Tarcísio Otoni, da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, o caso começou como um desaparecimento, mas evoluiu rapidamente para sequestro e homicídio qualificado.

Desaparecimento e Investigação

O caso foi inicialmente investigado após a mãe de Marcos Vinícius procurar a polícia, preocupada com o desaparecimento do filho. Ela relatou que, mesmo ele estando em situação de rua, ela o visitava todos os dias, levando-lhe uma marmita. Quando não conseguiu encontrá-lo no dia do ocorrido, procurou informações e fez a denúncia.

Imagens de câmeras de segurança captaram o momento em que a vítima foi abordada por motociclistas na Praia do Suá e forçada a entrar em um carro.

Ação do Grupo de Vigilantes

As investigações indicaram que os suspeitos usaram veículos da própria empresa de segurança para cometer o crime. A vítima foi levada até a região da Lagoa Juara, na Serra, e depois ao novo contorno de Jacaraípe, onde foi executada. A polícia acredita que Marcos Vinícius tenha sofrido pelo menos três horas de tortura, incluindo espancamento e sufocamento.

Os investigados eram vigilantes responsáveis por rondas na área e, ao invés de seguir o protocolo de acionar a polícia em casos suspeitos, decidiram agir por conta própria, julgando que a vítima, devido a seu histórico criminal, merecia uma punição direta.

Além disso, a polícia descobriu que a vítima havia sido agredida pelo grupo uma semana antes, quando tentaram arrancar um dente dela com um alicate, mas a vítima conseguiu escapar.

Apreensões e Andamento do Caso

Durante a operação, a polícia apreendeu veículos, motocicletas e réplicas de armas de fogo usadas na abordagem. Exames periciais também identificaram vestígios de sangue em um dos carros dos suspeitos. A empresa para a qual os envolvidos trabalhavam foi ouvida, mas até o momento não há indícios de envolvimento ou conhecimento da direção sobre as ações criminosas. Os suspeitos foram afastados.

O caso será encaminhado à Justiça com as acusações de homicídio qualificado, sequestro, associação criminosa e ocultação de cadáver. A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído e enviado à Vara do Júri nos próximos dias.

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