quinta-feira, 17, setembro, 2026
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Após reajustar Bolsa Família, Lula promete caneta emagrecedora de graça pelo SUS

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Governo federal eleva valor médio do Bolsa Família para R$ 777 a partir de outubro e projeta fornecimento gratuito de tratamento para obesidade na rede pública de saúde

 
Foto: Reprodução/Redes Sociais/Lula |  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reajuste do programa Bolsa Família e a promessa de distribuição gratuita de medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade na rede do Sistema Único de Saúde. As declarações ocorrem durante agenda oficial em Montes Claros, Minas Gerais, neste dia 17 de setembro de 2026. As informações são do UOL e foram publicadas pela Rede Seta.

| Reajuste do Bolsa Família e impacto orçamentário

A medida reajusta o valor do Bolsa Família em 15%, representando a primeira correção praticada pela atual gestão. Com a alteração, o valor mínimo do benefício passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, enquanto o valor médio do pagamento sobe de R$ 675 para R$ 777. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o reajuste recompõe as perdas inflacionárias registradas desde junho de 2023.

O custo financeiro da atualização do programa social é estimado em R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos no exercício deste ano, considerando a folha de pagamentos a partir de outubro. Para o ano de 2027, a projeção do Ministério do Planejamento e Orçamento aponta um impacto orçamentário próximo a R$ 22 bilhões.

-Piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro
-Valor médio do programa sobe para R$ 777
-Impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026
-Projeção de custo de R$ 22 bilhões para 2027

| Promessa de medicação para obesidade na rede pública

Durante a viagem a Minas Gerais, acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente afirmou que o governo planeja ofertar gratuitamente as canetas emagrecedoras para pacientes diagnosticados com obesidade. Não foram informados prazos definitivos ou cronogramas para o início do fornecimento do tratamento na rede pública.

A respeito do uso do medicamento, o presidente declarou: “Essa tal dessa canetinha que ele falou aí, a canetinha mágica. Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema, de se curar.”

Em pronunciamentos anteriores sobre a pauta da saúde pública, realizados no mês de março, o presidente havia defendido a necessidade de alinhar o tratamento medicamentoso com hábitos de vida saudáveis, afirmando que “O remédio tem que ser dado para as pessoas que, por necessidade de saúde, não conseguem emagrecer, mas o médico tem que dar a receita ensinando a andar. Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não faz ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco.”

| Contestação judicial e cenários políticos

O anúncio das medidas sociais gerou reações no cenário político e jurídico. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) acionou a Justiça Eleitoral para tentar suspender os novos pagamentos do Bolsa Família. Contudo, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, negou o pedido sob a justificativa de que o parlamentar não possui legitimidade para atuar na representação, uma vez que concorre ao cargo de deputado por Santa Catarina, esfera distinta da eleição presidencial.

Em sua análise sobre o caso, o ministro André Mendonça destacou: “O representante é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Santa Catarina, ao passo que o representado disputa o cargo de Presidente da República. A própria petição inicial assim delimita as respectivas candidaturas. As candidaturas, portanto, não pertencem à mesma circunscrição eleitoral.”

A Advocacia-Geral da União defendeu a legalidade da medida, argumentando que a correção busca recompor o poder de compra corroído pela inflação e não descumpre a legislação eleitoral sobre benefícios sociais. O contexto político atual aponta um cenário acirrado para o pleito presidencial, com levantamentos de institutos como Datafolha, Quaest e Atlas/Bloomberg indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno.

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