O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), cobrou neste domingo (6) uma posição da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita durante uma transmissão nas redes sociais.
As informações são da Folha de S.Paulo e foram publicadas pela Rede Seta. Segundo o jornal, Cármen Lúcia ainda não definiu seu posicionamento na disputa interna envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça.
Durante a transmissão, Flávio questionou se a ministra votará a favor da investigação contra Moraes e afirmou que ela deveria considerar os efeitos de sua decisão para sua trajetória no Supremo.
Moraes e Mendonça estão no centro de uma disputa interna no STF, e o posicionamento de Cármen Lúcia é considerado relevante nas decisões que deverão analisar a atuação dos dois ministros.
Flávio também convocou apoiadores para os atos previstos para esta segunda-feira (7), em manifestações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra Moraes. Segundo o senador, a participação popular nos protestos poderá influenciar o ambiente político em torno do julgamento.
Durante a transmissão, o presidenciável também ouviu apoiadores que defenderam os atos de 8 de janeiro de 2023 e criticaram as condenações impostas aos envolvidos.
O STF deverá analisar questionamentos relacionados à atuação de Mendonça em investigações envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Também está em discussão a decisão de Moraes de utilizar o inquérito das fake news para solicitar investigação contra Mendonça por suspeitas relacionadas à sua atuação.
Segundo a reportagem da Folha, Cármen Lúcia teria demonstrado preocupação com o desgaste provocado pelo conflito entre os ministros. A ministra chegou a telefonar para Moraes após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que expôs diálogos do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Apesar do contato, Cármen não teria sinalizado apoio a Moraes nas futuras votações. Posteriormente, a reação de Moraes contra Mendonça também teria causado desconforto à ministra, diante do agravamento da crise interna no Supremo.