domingo, 6, setembro, 2026
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Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online

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Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, em 21 países, foram vítimas de algum tipo de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia no período de um ano. As informações são da Agência Brasil e foram publicadas pela Rede Seta.
Extensão e Formas dos Abusos Digitais
Segundo o levantamento Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estima-se que 15 milhões de menores foram expostos a conteúdo sexual indesejado. Além disso, cerca de 9 milhões de jovens foram induzidos a participar de conversas de teor sexual ou a compartilhar imagens íntimas contra a própria vontade, e 4 milhões de vítimas tiveram imagens vazadas na internet.
Especialistas do Unicef projetam que os números reais sejam superiores aos registrados. A subnotificação ocorre porque mais de 40% das vítimas não revelam as ocorrências, tendo como principal obstáculo o desconhecimento sobre a quem recorrer ou a falta de canais diretos de suporte.
Plataformas de Maior Incidência e Perfil dos Agressores
Os dados indicam que aproximadamente 60% das violações ocorreram em redes sociais e aplicativos de mensagens, incluindo Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp. Além das redes sociais, os jogos online responderam por cerca de 14% das ocorrências. A dinâmica desse ambiente favorece abordagens maliciosas devido à exploração da confiança entre os jogadores.
A pesquisa aponta que 57% dos casos declarados envolveram pessoas conhecidas do convívio das vítimas, como familiares, amigos, conhecidos e parceiros amorosos. Contudo, 38% das vítimas tiveram o primeiro contato com seus agressores por meio da internet, demonstrando o uso recorrente de perfis falsos e mensagens privadas para a aproximação.
Mecanismos de Coerção e Cenário no Brasil
O levantamento, realizado entre 2020 e 2025 com 21 mil participantes, mostra que a atuação dos agressores se dá tanto pela oferta de vantagens (presentes, dinheiro e atenção) quanto pela chantagem e coerção psicológica.
No Brasil, 19% dos entrevistados relataram ter sido afetados por esse tipo de violência, totalizando cerca de 3 milhões de crianças e adolescentes. O índice de denúncias formais no país permaneceu abaixo de 1% do total de casos.
Entre os locais e meios de ocorrência no cenário brasileiro, destacam-se:
  • Internet (geral): 55,5% dos casos
  • Ambiente escolar: 24,5% dos casos
  • Redes sociais e aplicativos de mensagens: 66,5% dos casos, com destaque para o Instagram (57,2%) e WhatsApp (52,1%)
  • Jogos online: 12,3% dos casos
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