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Polícia Federal cumpriu, na terça-feira (1º de setembro de 2026), o afastamento cautelar de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (
INSS) na Bahia. A medida integra as ações da Operação Colina, que investiga a participação do funcionário público em um esquema de fraudes previdenciárias no estado.
As investigações apontam que o investigado utilizava sistemas corporativos da autarquia para alterar dados, reagendar perícias médicas e garantir a manutenção indevida de benefícios previdenciários. Em contrapartida às modificações nos cadastros, o servidor teria recebido quantias em dinheiro. As apurações tiveram início após a detecção de irregularidades nos fluxos de agendamento do órgão.
Por determinação da 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia, o servidor foi suspenso de suas funções e teve o acesso aos bancos de dados e sistemas do
INSS bloqueado. A ordem judicial também proíbe o uso de credenciais funcionais e o ingresso do suspeito nas dependências físicas do instituto.
O servidor responde pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e associação criminosa. A Polícia Federal não divulgou os valores financeiros envolvidos nas supostas propinas nem o total de benefícios mantidos irregularmente.