O mercado de medicamentos para emagrecer está prestes a passar por uma revolução que promete aposentar as famosas canetas injetáveis. A nova aposta das gigantes farmacêuticas é a chegada de comprimidos de alta eficácia, que devem tornar o tratamento contra a obesidade mais prático e acessível para a população nos próximos anos.
A mudança faz parte de uma movimentação global que envolve o fim de patentes de substâncias famosas, como a semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy). Com o vencimento desses direitos entre 2026 e 2027 em países como o Brasil, a expectativa é que o preço dos remédios sofra uma queda significativa, aumentando a disputa entre os laboratórios.
Atualmente, a Novo Nordisk já aguarda a aprovação da Anvisa para comercializar no Brasil a versão em comprimido do Wegovy. Testes indicam que a medicação oral pode garantir uma perda de peso de até 20%, resultado muito próximo ao das injeções semanais, que variam entre 17% e 22% de redução corporal.
A principal diferença para o paciente será a conveniência. Enquanto alguns preferem a aplicação semanal, outros têm receio de agulhas e devem migrar para o uso diário de comprimidos. No entanto, o uso oral exige disciplina: algumas versões precisam ser tomadas em jejum rigoroso, enquanto outras novas moléculas em teste prometem liberdade para ingerir a qualquer hora do dia.
Apesar do avanço, a disputa tecnológica segue acirrada. Recentemente, a Novo Nordisk admitiu que um de seus novos projetos, o CagriSema, não conseguiu superar os resultados do rival Mounjaro, da Eli Lilly, em testes clínicos. A batalha agora se concentra em quem entregará o melhor resultado com o menor custo e maior facilidade de uso.




