O rendimento médio mensal do brasileiro atingiu a marca histórica de R$ 3.367 em 2025. O valor representa um salto de 5,4% em comparação ao ano anterior e é o maior patamar já registrado desde o início da série histórica da pesquisa Pnad Contínua, realizada pelo IBGE.
De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8), o mercado de trabalho aquecido foi o principal motor para esse crescimento. Quando se olha apenas para o dinheiro vindo do trabalho, a média sobe para R$ 3.560, um aumento real de 11,1% se comparado ao período antes da pandemia.
Outro dado que chama atenção é o número de pessoas com dinheiro entrando na conta. Dos mais de 212 milhões de moradores do Brasil, cerca de 67,2% possuem algum tipo de rendimento. Isso significa que 143 milhões de pessoas estão recebendo valores de salários ou outras fontes.
No Nordeste, embora o percentual de pessoas com renda (64,4%) ainda seja menor que no Sul do país, o crescimento foi acelerado. Nos últimos seis anos, a região viu o número de cidadãos com rendimento subir 6,9%, uma taxa acima da média nacional registrada no mesmo período.
A massa total de dinheiro circulando na economia através dos rendimentos do trabalho também quebrou recordes, chegando a R$ 361,7 bilhões. O montante é 23,5% superior ao que era registrado em 2019, mostrando uma recuperação sólida da economia brasileira.
Apesar dos números positivos na média, a desigualdade ainda é um desafio. O IBGE revelou que os 10% mais ricos da população ganham, em média, quase 14 vezes mais do que os 40% que possuem os menores rendimentos no país.




