A Defesa Civil de Salvador (Codesal) fechou o balanço do mês de abril com números que acendem o sinal de alerta: foram 1.443 vistorias realizadas em toda a capital baiana. O volume de chuva superou a média histórica, atingindo 310,2 mm na estação de Ondina, o que representa quase 9% a mais do que o esperado para o período.
Entre os chamados que mais preocupam as equipes de emergência, destacam-se 364 ameaças de desabamento e 351 riscos de deslizamento de terra. Além disso, o órgão registrou 234 casos de alagamento em diversos pontos da cidade durante os trinta dias de monitoramento intensivo.
Bairros como Calçada, Caixa d’Água e Barra lideraram o ranking de acumulados de chuva, todos ultrapassando a marca dos 350 mm. A situação mobilizou o setor social, que realizou 788 cadastros para auxílio, e resultou na aplicação de quase 29 mil metros quadrados de lonas plásticas em áreas de encosta.
Segundo o Cemadec, a previsão para o mês de maio é de que as chuvas continuem intensas, podendo superar novamente a média histórica. O órgão explica que sistemas de baixa pressão e frentes frias devem manter o tempo instável em Salvador e em toda a faixa leste do Nordeste.
Apesar do volume alto, abril de 2026 ainda ficou longe do recorde de 2024, quando choveu mais de 800 mm. No entanto, a orientação da Codesal é de atenção total, já que o solo permanece encharcado e novas pancadas de chuva podem causar incidentes graves.
Para quem mora em áreas de risco, a recomendação é observar qualquer sinal de rachadura ou movimentação de terra. Em situações de perigo, o cidadão deve sair do imóvel imediatamente e acionar a Defesa Civil pelo telefone gratuito 199.




