O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Na decisão tomada nesta quarta-feira (6), o magistrado deixou claro que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá intervir para soltar o político.
Rangel foi detido pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação mira um esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações e contratos de serviços na Secretaria Estadual de Educação do Rio.
Ao determinar que o deputado continue na cadeia, Moraes afirmou que as regras de imunidade parlamentar não podem ser usadas como escudo para a impunidade. Para o ministro, o Legislativo não deve proteger organizações criminosas que se infiltram no poder público.
A medida rígida de Moraes acontece para evitar o que ocorreu em casos anteriores na Alerj, onde deputados presos acabaram sendo soltos por votação dos próprios colegas de plenário. Agora, a decisão individual do ministro será enviada para análise da Primeira Turma do STF.
O caso segue em investigação pela PF, que busca desarticular o grupo suspeito de desviar verbas que deveriam ser aplicadas na educação fluminense. O deputado Thiago Rangel permanece à disposição da Justiça enquanto o processo avança.




