O pastor Silas Malafaia subiu ao altar da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, para declarar que está sendo alvo de uma perseguição política. A fala aconteceu neste domingo (3), durante um culto que contou com a presença de diversas figuras políticas, como o senador Flávio Bolsonaro.
Agora réu no Supremo Tribunal Federal (STF), o líder religioso aproveitou o momento para disparar contra o ministro Alexandre de Moraes. Malafaia afirmou que suas críticas são genéricas e que o inquérito das fake news serve apenas para intimidar quem se opõe aos ministros da corte.
Sobre Moraes, o pastor declarou que não sente ódio pelo magistrado, mas deixou um aviso em tom religioso. Segundo ele, caso o ministro não se arrependa de suas ações, a justiça divina deve agir em nome de Jesus. Malafaia defendeu que suas falas estão protegidas pela liberdade de expressão.
A situação judicial de Malafaia se complicou após uma denúncia do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O pastor é acusado de injúria após ter chamado generais de frouxos e covardes durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista, no mês de abril.
O STF decidiu aceitar a denúncia por entender que as declarações configuram ofensa à honra. Embora alguns ministros tenham divergido sobre o crime de calúnia, a maioria votou para que o religioso responda pelo crime de injúria perante a Primeira Turma da Corte.
Além de Flávio Bolsonaro, o evento religioso reuniu o ex-governador Cláudio Castro e o ex-prefeito Marcelo Crivella. Todos foram chamados ao altar por Malafaia, reforçando o tom político da celebração em meio ao embate jurídico com o Supremo.




