Pesquisadores brasileiros do Instituto de Física de São Carlos, da USP, desenvolveram um biossensor capaz de identificar o câncer de pâncreas de forma rápida e com baixo custo. O dispositivo consegue detectar a presença da doença em cerca de 10 minutos, oferecendo um resultado muito mais ágil que os métodos laboratoriais tradicionais.
O aparelho funciona através de um sistema que identifica o biomarcador CA19-9, uma proteína que aparece no sangue quando o tumor está presente. Utilizando uma tecnologia comparada a um sistema de ‘chave e fechadura’, o sensor captura a molécula e gera um sinal elétrico que indica a gravidade do caso.
A grande vantagem da novidade é a possibilidade de descobrir a doença ainda no início. O câncer de pâncreas é conhecido por ser silencioso e, na maioria das vezes, só é descoberto em fases avançadas, o que reduz drasticamente as chances de cura do paciente.
Além do sangue, os cientistas já trabalham para que o diagnóstico possa ser feito também através da saliva e da urina. Os testes iniciais mostraram que o sensor é tão eficiente quanto o exame padrão utilizado atualmente nos hospitais, mas com a vantagem de ser muito mais simples de usar.
O projeto, liderado pela professora Gabriella Onila N. Soares, agora busca ampliar o número de testes em parceria com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A equipe também estuda o uso de inteligência artificial para tornar os resultados ainda mais precisos no futuro.
Se aprovada para uso em larga escala, a tecnologia pode democratizar o acesso ao diagnóstico precoce, permitindo que exames complexos sejam substituídos por uma análise rápida e acessível para a população em geral.




