Empresários e representantes do varejo brasileiro ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta-feira (30), para protestar contra a possível queda da taxação sobre compras internacionais de até 50 dólares. O grupo defende a manutenção do imposto de 20%, conhecido popularmente como ‘taxa das blusinhas’, para evitar a concorrência desleal com os produtos fabricados no Brasil.
Para chamar a atenção dos parlamentares, a Coalizão Prospera Brasil e a ABVTEX estenderam uma camiseta gigante no gramado do Congresso Nacional. Com 70 metros de largura, a peça trazia um recado direto aos políticos: se houver redução de impostos para empresas estrangeiras, o mesmo benefício deve ser aplicado ao comércio nacional.
Segundo os líderes do movimento, a indústria e o varejo são responsáveis por mais de 18 milhões de empregos no país. Eles argumentam que, mesmo com a taxa atual regulamentada em 2024, as plataformas de vendas internacionais ainda levam vantagem na carga tributária final em comparação com as lojas brasileiras.
Edmundo Lima, diretor da ABVTEX, explicou que a diferença ainda é pesada para quem produz no Brasil. Enquanto a carga sobre a mercadoria nacional pode chegar a 90% ao longo da cadeia produtiva, os sites estrangeiros operam com cerca de 45%, criando um cenário de desigualdade no mercado.
Os manifestantes reforçaram que a cobrança sobre compras internacionais não é uma exclusividade brasileira. Medidas de proteção ao comércio local semelhantes já são aplicadas em grandes economias, como nos Estados Unidos, México, Turquia e em diversos países da União Europeia.




