O bilionário Elon Musk volta ao banco dos réus nesta quinta-feira (30), na Califórnia, para dar continuidade ao depoimento no processo contra a OpenAI, criadora do ChatGPT. O embate marca o primeiro encontro presencial entre Musk e o CEO Sam Altman desde que romperam a parceria que deu origem à gigante da inteligência artificial.
Durante a audiência, Musk afirmou que se sente um “tolo” por ter investido cerca de R$ 190 milhões de sua fortuna pessoal em uma causa que acreditava ser sem fins lucrativos. Ele acusa a empresa, hoje avaliada em R$ 4 trilhões, de ter se vendido para a Microsoft e abandonado sua missão original de beneficiar a humanidade.
Um dos momentos mais tensos do julgamento envolveu a acusação de suborno. O dono da rede social X afirmou que a OpenAI tentou comprar seu silêncio oferecendo ações na nova estrutura lucrativa da companhia. Musk diz ter recusado a proposta para manter suas críticas públicas à mudança de diretriz da startup.
Por outro lado, a defesa da OpenAI contra-atacou apresentando e-mails antigos de 2018. Nas mensagens, o próprio Musk sugeria fundir a OpenAI com a Tesla, descrevendo sua montadora como uma “vaca leiteira” para financiar o projeto. Para os advogados de Sam Altman, isso prova que o bilionário também tinha interesses financeiros na tecnologia.
A juíza do caso precisou intervir várias vezes para conter o clima de hostilidade entre as partes. A OpenAI alega que o processo é apenas uma tentativa de Musk de atrasar o desenvolvimento do ChatGPT para favorecer sua própria ferramenta de inteligência artificial, o Grok.
O julgamento deve seguir até o dia 21 de maio. A Justiça tenta esclarecer se houve quebra de contrato e se a OpenAI pode continuar operando como uma empresa comercial enquanto mantém o status jurídico de organização não governamental.




