O clima esquentou de vez em Brasília. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou guerra aberta contra o Governo Federal e o Judiciário. O primeiro grande golpe foi a rejeição do nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
A ofensiva de Alcolumbre não para por aí. O senador agora articula a derrubada de um veto presidencial que trata das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A intenção é abrandar as punições, medida que beneficia inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa movimentação mostra que o Congresso Nacional quer ditar o ritmo do país, batendo de frente com os outros Poderes. Especialistas apontam que o equilíbrio entre a Presidência, o Congresso e o STF chegou a um ponto crítico, lembrando crises políticas de anos anteriores.
Alcolumbre, que vem ganhando força desde a época do chamado orçamento secreto, agora joga pesado contra a base de Lula, que já é considerada frágil no Legislativo. O senador, que antes mantinha uma postura de aliado, agora acena para grupos de oposição e movimentos críticos ao Supremo.
Como resposta, aliados de Lula já falam em contra-ataque, o que pode incluir a demissão de indicados de Alcolumbre em cargos federais. Enquanto a briga por espaço e poder continua no topo, a vaga no STF pode ficar aberta por muito tempo, dependendo do desenrolar dessa queda de braço.




