O Brasil se prepara para uma mudança importante no combustível que movimenta caminhões e ônibus. A partir de maio de 2026, o Instituto Tecnológico de Mauá dará início a testes rigorosos para validar o uso do B20, uma mistura que contém 20% de biodiesel no óleo diesel comum.
O objetivo principal da pesquisa, confirmada pelo Ministério de Minas e Energia, é garantir que o aumento da parte vegetal no combustível não cause problemas mecânicos. Atualmente, o diesel vendido no país conta com 15% de biodiesel, e a meta é reduzir a dependência de produtos importados.
Durante os experimentos, diversos motores serão submetidos a 300 horas de funcionamento ininterrupto. Os técnicos vão observar de perto se o novo composto provoca o entupimento de filtros ou se gera falhas graves no sistema de injeção, protegendo o bolso do transportador contra danos em peças caras como os bicos injetores.
Além da parte mecânica, o estudo vai analisar o impacto ambiental. Serão feitos testes de emissão de poluentes comparando diferentes níveis de mistura, variando desde 7% até 25% de biodiesel, para entender como o ar das cidades será afetado pela mudança.
A iniciativa é vista com bons olhos pelo setor produtivo, já que utiliza matérias-primas nacionais como a soja e a cana-de-açúcar. Segundo representantes da indústria, os testes amplos trazem segurança para que o país avance com misturas maiores de forma gradual e segura.
Se os resultados laboratoriais forem positivos, o governo federal planeja autorizar a mistura de 16% (B16) ainda em 2026. A medida faz parte da Lei do Combustível do Futuro, que busca fortalecer a economia brasileira e diminuir a exposição às variações de preço do mercado internacional de petróleo.




