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| Foto: Reprodução | |
O episódio ocorreu no Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, gerando suspensões e grande preocupação entre familiares e estudantes.
A denúncia de que estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, teriam elaborado uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais estupráveis” provocou protestos e preocupação entre alunos e familiares, segundo denúncia que ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (8). As informações são do G1 e foram publicadas pela Rede Seta.
Conforme o relato feito por uma pessoa que se identificou como estudante da instituição, o episódio teria ocorrido durante um trote escolar, no qual alunos usaram máscaras com imagens de homens envolvidos em casos de violência contra mulheres, como o ex-goleiro Bruno e o ex-jogador Daniel Alves.
Ainda de acordo com a denúncia, os estudantes teriam feito comentários sobre violência sexual e, no mesmo dia, teria sido descoberta uma lista com nomes de meninas de diferentes turmas exposta na parede de uma sala de aula.
| Sanções e medidas adotadas pela escola |
Quatro estudantes foram suspensos das aulas enquanto os fatos são investigados, e os responsáveis pelos adolescentes foram convocados pela direção do colégio, de acordo com apuração da TV Subaé, afiliada da Rede Globo.
Em nota, a instituição informou que está adotando medidas pedagógicas e afirmou que acompanha as situações relatadas. A escola também disse que as alunas mencionadas na denúncia receberão acompanhamento psicológico e que pretende promover campanhas de conscientização sobre a violência contra mulheres.
A direção, no entanto, nega a existência da lista e afirma que, por envolver menores de idade, o caso é tratado com cautela para preservar a identidade e a privacidade dos estudantes.
| Investigação da Polícia Civil |
A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em Feira de Santana, instaurou um procedimento para apurar uma suposta ocorrência de apologia e incitação ao crime contra estudantes da instituição de ensino.
Segundo a Polícia Civil, diligências e oitivas são realizadas para esclarecer os fatos e reunir informações sobre as situações denunciadas, buscando detalhar as circunstâncias em que os episódios teriam ocorrido.
| Questões ainda pendentes de esclarecimento |
Até as informações divulgadas pelas autoridades e pela instituição de ensino, ainda há questões sem confirmação oficial:
- A lista realmente existiu? A denúncia afirma que o documento foi elaborado e exposto em uma sala de aula, mas o colégio nega sua existência;
- Quem teria elaborado o documento? A publicação atribui a lista a alunos do 9º ano, mas não há confirmação oficial sobre os responsáveis;
- Quantas meninas teriam sido mencionadas? Não há informação confirmada sobre o número de estudantes que apareceriam na suposta relação;
- O que aconteceu durante o trote? O relato nas redes sociais menciona alunos usando máscaras e fazendo comentários sobre violência sexual, mas as circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas pela investigação;
- Qual foi a participação de cada estudante? Quatro alunos foram suspensos, mas não foram divulgados detalhes oficiais sobre a conduta atribuída individualmente a cada um;
- Quais serão as próximas medidas? A escola informou que adota medidas pedagógicas, enquanto a Polícia Civil realiza diligências e ouve pessoas para esclarecer o caso;
| Repercussão e declarações de familiares |
No sábado (10), Joelma Nascimento, mãe de uma aluna do colégio, afirmou estar preocupada com a segurança dos estudantes e criticou a falta de esclarecimentos às famílias, relatando à TV Subaé que soube do caso após a divulgação de uma nota da escola e que descobriu que um dos estudantes envolvidos nas denúncias seria colega de turma da adolescente.
“Até o momento a escola não se pronunciou com nenhum pai. A gente não sabe direito o que aconteceu, só mesmo o burburinho, né, que o pessoal está comentando”, afirmou a mãe, cobrando providências da direção e maior participação dos responsáveis.
“Isso aí soa como um aviso, né? Eles estão avisando o que eles são capazes de fazer”, declarou.
| Posicionamento oficial da instituição de ensino |
Em nota, o Colégio Anísio Teixeira afirmou que acompanha as situações relatadas e adota medidas pedagógicas respaldadas pela legislação, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos dos envolvidos.
A instituição reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso, livre de violência, discriminação e constrangimento, destacando que a divulgação de informações é limitada pela necessidade de preservar a privacidade dos estudantes envolvidos.




