sábado, novembro 7, 2026
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Estudo aponta desigualdades raciais e econômicas na aprendizagem aos 5 anos

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Uma análise da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, baseada nos resultados do estudo internacional IELS, da OCDE, avaliou crianças de cinco anos matriculadas na pré-escola. O levantamento considera aprendizagens fundamentais, funções executivas e habilidades socioemocionais. Os resultados apontam diferenças relacionadas à raça/cor e à condição socioeconômica.

Em numeracia emergente — que envolve contar, comparar quantidades e reconhecer padrões — a média foi de 423 pontos entre crianças pretas, 447 entre pardas e 463 entre brancas. Na memória de trabalho, as pontuações foram 462, 463 e 471, respectivamente.

As diferenças aumentam quando se considera o nível socioeconômico. Em numeracia, crianças pretas, pardas ou indígenas de famílias de baixa condição socioeconômica tiveram média de 416 pontos, ante 500 entre crianças brancas ou amarelas de famílias em condição alta. A distância entre esses grupos foi de 55 pontos tanto em literacia quanto em memória de trabalho.

A fundação ressalta que raça, cor e renda não determinam a capacidade de aprendizagem. Condições de vida, acesso a direitos e oportunidades influenciam o desenvolvimento. Entre as recomendações estão acompanhar os resultados por raça/cor, combinar políticas universais e direcionadas, apoiar a formação de educadores e articular educação, saúde e assistência social.

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