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| Foto: Reprodução | |
Equipes dos dois candidatos analisam cenários das pesquisas mais recentes e projetam definição da presidência no segundo turno
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro viram nas pesquisas eleitorais divulgadas neste sábado, véspera do primeiro turno, um movimento de antecipação do voto útil na direita e confirmaram o cenário de que a eleição será acirrada e definida por pequena margem, apontando a realização de um segundo turno como o desfecho mais provável.
| Pesquisas eleitorais na véspera da votação |
No Datafolha, Lula aparece com 45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 42% de Flávio, enquanto na simulação de segundo turno a distância caiu para um ponto, registrando 47% a 46%. Na Quaest, a diferença no primeiro turno é de apenas um ponto, com Lula em 46% e Flávio em 45%, ao passo que no segundo turno o senador aparece numericamente à frente, com 44% contra 42% do petista, sendo que a margem de erro de ambos os levantamentos é de dois pontos percentuais.
| Avaliação da campanha petista |
Na avaliação de um integrante da coordenação da campanha petista, há uma antecipação do cenário de segundo turno com a desidratação de candidatos da direita e a migração de votos para Flávio, enquanto levantamentos internos mostram Lula crescendo junto ao eleitorado indeciso desde o começo da semana. Segundo esse interlocutor, o presidente registra fatores políticos positivos recentes, como grandes atos pelo Brasil, a proibição das bets e o anúncio de que o fim da jornada 6×1 deverá ser votado no Senado na próxima semana.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta sexta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição que trata do tema será votada na próxima semana, gerando a avaliação governista de que o eleitor poderá ser impactado por essa notícia nas urnas neste domingo. Por outro lado, a campanha adversária avalia que a estratégia de atrelar o Judiciário ao petista surtiu efeito no desgaste da reta final, impulsionada pelas críticas de Flávio à ausência de Lula no debate do Grupo Globo e à suposta interferência de integrantes da Corte.
| Estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro |
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal ajudou a reforçar uma pauta central para o senador e para o eleitorado de direita, direcionando discursos para críticas à atuação da Corte e para o risco de o petista indicar novos ministros em caso de vitória. O candidato transformou o cancelamento do debate em argumento contra o que classificou como censura, reforçando o pedido de voto útil aos eleitores de direita ainda indecisos.
O entorno do senador reconhece que a eleição permanece aberta, mas aponta que a candidatura chegou competitiva à reta final para colocar em xeque o favoritismo inicial de Lula, intensificando a necessidade de consolidar os votos da direita para evitar que o pleito seja decidido apenas no segundo turno.
| Desempenho dos demais candidatos |
O encolhimento do espaço das candidaturas que disputam fora da polarização reforça a concentração do eleitorado nos dois primeiros colocados, refletindo na trajetória dos seguintes nomes:
-Augusto Cury oscilou para 3% ;
-Renan Santos registra 3% ;
-Ronaldo Caiado oscilou para 3% ;
-Romeu Zema recuou para zero.
Os dois principais candidatos encerraram suas agendas de campanha neste sábado no estado de São Paulo, que representa o maior colégio eleitoral do país, com uma caminhada de Lula na avenida Paulista e atividades de Flávio no interior paulista.




