Presidente afirma em Florianópolis que destinação de recursos ao agro no atual governo supera gestões anteriores e atribui rejeição do setor a preconceito
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou neste sábado (19/9) em ato de campanha realizado na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis, Santa Catarina, cobrando apoio de representantes do agronegócio. Durante a agenda ao lado dos aliados Gelson Merísio, candidato ao governo estadual, e do deputado federal Pedro Uczai, o chefe do Executivo abordou pautas como o fim das apostas esportivas, o combate ao feminicídio e a destinação de verbas ao setor produtivo rural.
De acordo com a Rede Seta, o presidente declarou no evento que o volume de recursos federais destinados ao agronegócio em sua atual gestão é inédito, sustentando que a resistência de parcela do setor à sua administração decorre de preconceito por sua origem social e regional.
| Declaração de Lula sobre recursos e rejeição do agronegócio
Lula insinuou que a rejeição de parte do agronegócio a ele não teria motivação política ou ideológica, e sim preconceituosa, por ele ser “nordestino ou pobre”.
“O problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque eu sou nordestino e pobre. Porque se for depender de dinheiro do governo, eles deveriam se ajoelhar para mim. Nunca houve tanto dinheiro para o agro quanto agora”, destacou.
| Críticas à gestão da saúde e cenários políticos
O presidente também relembrou a condução da pandemia de Covid-19 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentando críticas à gestão da área da saúde na época e alertando sobre riscos políticos associados a um eventual retorno daquele grupo ao poder Executivo federal.
“[Jair Bolsonaro] Colocou um general que não sabe nada de saúde. Na época dele, houve mais de 700 mil mortes. Eu nunca cobrei que o presidente entendesse de saúde, eu só queria que ele montasse um comitê com gente que entende. E eles negaram a ciência, negaram a medicina. É esse mundo que está aí para voltar”, disse o presidente.




