Ele rebate a informação de que seria investigado pela PF – o que não é dito na matéria. “Nós fomos vítimas de uma perseguição de uma reportagem tendenciosa e entramos com um processo sobre isso. O juiz concedeu uma liminar onde determina que a reportagem, o título, venha ser refeito, e fale a verdade. Vou ler um trecho: ‘modifique o título e subtítulo da matéria, a fim de que reflitam com a precisão do conteúdo da reportagem, destacando que o autor não configura como investigado na operação’. Isso não sou eu quem está dizendo”, afirma. “Isso é muito sério. A verdade sempre vence”. A reportagem não teve acesso à decisão.
A matéria original, publicada pelo portal Metrópoles, parceiro do CORREIO, não aponta o bispo como investigado. O alvo da operação é Agati, que é apontado como um faz-tudo dos líderes do PCC. O traficante, ao lado de 13 pessoas, foi denunciado por esquema de tráfico internacional. Ele ainda é investigado por lavagem de dinheiro usando várias empresas – várias foram citadas pela PF e aparecem em relatórios do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) por causa de transações suspeitas.
Uma delas é a Starway Locação de Veículos, que a PF indica ser uma empresa de fachada que seria usada na lavagem de dinheiro. Entre as transações suspeitas da empresa citadas pelo Coaf estão sete transferências da Igreja Batista Avivamento Mundial, do bispo Bruno Leonardo, no valor total de R$ 2,2 milhões. A igreja tem sede em Salvador.